quinta-feira, 5 de junho de 2014

Lançado pelas Edições UFC o livro “Alimentos Tradicionais do Nordeste : Ceará e Piauí”



Lançado pelas Edições UFC o livro “Alimentos Tradicionais do Nordeste : Ceará e Piauí”. A obra contém uma coletânea de textos  desenvolvidos por diversos autores sob a organização do Professor José  Arimatea Barros Bezerra (Faculdade de Educação-UFC). A Professora Ariza Maria Rocha  (Educação Física-URCA) participa do referido trabalho   em parceria com  Cicero Antonio Mariano dos Santos apresentando o artigo “ Na casa da memória: A mandioca e a farinhada no Crato, Ceará..”.



 
Lista dos Artigos Publicados na Obra:

1. AZEITE DE BABAÇU: SABERES PRÁTICOS E USOS DIVERSOS

José Arimatea Barros Bezerra

 

2. CULTURA DO MILHO: DO PLANTIO AO MUGUNZÁ SERVIDO NA ESCOLA

Tiago Sampaio Bastos

Hermano Campos Filho

José Arimatea Barros Bezerra
 

3. MUGUNZÁ E PAMONHA: TRADIÇÕES DO MILHO E DAS FESTAS JUNINAS

José Arimatea Barros Bezerra
 

4.  O CHOURIÇO DA FAZENDA PEDRAS PRETAS, EM CANINDÉ, CEARÁ

Rodrigo Viriato Araújo

José Arimatea Barros Bezerra

Leopoldo Gondim Neto

Jorge Washington da Silva Frota

 

5. O PEIXE ASSADO NA BRASA COM PIRÃO ESCALDADO: TRADIÇÃO ALIMENTAR DO MAR, NA PRAIA DA CAPONGA, CASCAVEL, CEARÁ

Beatriz Helena Peixoto Brandão

Alice Nayara dos Santos

Bruno Alves Gualberto

Ana Karoline de Oliveira Costa

 

6. DAS TERRAS DE CARNAÚBAS AO SABOR DO SOL: A CARNE-DE-SOL DE CAMPO MAIOR, PIAUÍ.

Alice Nayara dos Santos
 

7.  “Bolo cagão”: feito TAMBÉM com história de vida

 Rafaela dos Santos

 

8. MACIÇO DE BATURITÉ: DOS SABERES DO BOLO PÉ-DE-MOLEQUE AOS SABORES DO BAIÃO DE FAVA

Ana Karine da Silveira Pinheiro 

Anna Erika Ferreira Lima 

Márcia Maria Leal de Medeiros

Patrícia Sobreira Holanda Costa

Rafaela Maria Temóteo de Lima

 

9. NA CASA DA MEMÓRIA: A MANDIOCA E A FARINHADA NO CRATO, CEARÁ

Ariza Maria Rocha

Cicero Antonio Mariano dos Santos
 

10. SABORES DE VIÇOSA DO CEARÁ: TRADIÇÕES ALIMENTARES DA SERRA DA IBIAPABA

Adriana Camurça Pontes Siqueira

Claúdia Sales de Alcântara

Marlene Lopes Cidrack
 

11.  A CAJUÍNA ARTESANAL DE FLORIANO, PIAUÍ

Samara Mendes Araújo Silva
 

 

 

segunda-feira, 2 de junho de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 26 (penúltima postagem)
Tema: I Jornada sobre Doçaria Conventual: investigação, história e certificação
Data:  2 de Junho de 2014, 15h
 
            Nos dias 30, 31 de maio e 01 de junho participei da I Jornada sobre Doçaria Conventual realizado em Braga, conforme foto abaixo: 
           
FIGURA 01 – Sessão de abertura do Evento. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
 
            No passado, a tradição doceira conventual fez parte do quotidiano culinário da região, daí os objetivos do Evento em apresentar a “investigação desenvolvida sobre a atividade laboral dos Mosteiros na área da doçaria, e contribuir para a divulgação e certificação de um património gastronómico de raiz centenária, reabilitando a memória e reforçando a identidade”.
            A programação compreendia comunicações, debate, prova de doces conventuais (viúvinhas, Musselas, ovos reais, Talassas, etc.), mostra\venda de doces conventuais e visita à capela do extinto Convento do Salvador e ao Museu dos Biscainhos.  As comunicações foram realizadas no Mosteiro de São Martinho de Tibães, ou simplesmente, Mosteiro de Tibães, e no Museu dos Biscainhos.
            Destaco que o Mosteiro foi fundado nos finais do século XI e no século seguinte foi sede da Congregação de São Bento, posteriormente, por volta do ano de 1567, tornou-se a Casa-Mãe da Congregação Beneditina de Portugal e do Brasil. Com a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, o Mosteiro foi fechado e seus bens vendidos até que, em 1986, o Estado Português o adquiriu, e após restauração assegura a preservação e a salvaguarda patrimonial, foto abaixo:
 
 
FIGURA 02 – Mosteiro de Tibães. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
 
            Já o Museu dos Biscainhos (foto abaixo) foi construído no século XVII e residência de muitos nobres. O local possui um lindo jardim, salões, cavaliça, enfim, o retrato da nobreza da época.
 
FIGURA 03 – Museu dos Biscainhos. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
 
            Entre os palestrantes, cito a professora Dra. Isabel Drumond Braga - FLUL com a conferência “ Os doces no receituário setecentista de Frei Manuel de Santa Teresa”. Entre as áreas de interesse, a professora Dra. Isabel pesquisa a História da Alimentação, Estudos de Gênero, Cultura material, História Portuguesa e Educação. Saliento que a referida professora participará do Evento I CONGRESSO NORDESTINO DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO FÍSICA – CONNPEF e IV ENCONTRO CARIRIENSE DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO FÍSICA que acontecerá no período de 2 a 5 de dezembro de 2014 e que teremos a honra de recebê-la na Universidade Regional do Cariri.
FIGURA 03 – Profa. Dra. Isabel Drumond Braga. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
 
Ariza Rocha
http://www.urca.br/portal/
 

quarta-feira, 28 de maio de 2014



DIÁRIO DE BORDO N. 25
Tema: Coimas ou multas?
Data:  28 de Maio de 2014, 15h 

                Passeando pelas ruas de Lisboa, deparei-me com a seguinte placa:
FIGURA 01 – Campanha contra o lixo na rua em Lisboa. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
 
                Trata-se de um aviso de que deixar lixo ou dejetos de animais na via pública é uma contra-ordenação com coima até 727 Euros, o que equivale, aproximadamente, 2.181 reais. Fiquei em dúvida sobre a distinção entre a multa e a coima. Miguel João Costa, Jornal Penal (http://jornalpenal.wordpress.com/2011/03/09/censos-2011-%E2%80%93-multa-ou-coima/) explica:
Multas e coimas têm várias semelhanças e diferenças. Vou-me cingir às principais. Semelhanças: são ambas sanções jurídicas e ambas têm natureza pecuniária. Diferenças: a diferença que tem de ser eleita como absolutamente principal é a de que, se uma pessoa for condenada a pagar uma multa e não o fizer, pode ser presa (“prisão subsidiária”), coisa que nunca pode acontecer a uma pessoa a quem seja aplicada uma coima e não a pague. Outra diferença muito relevante é a de que uma multa só pode ser aplicada pelo tribunal, depois de realizado um julgamento, ao passo que a coima é aplicada por certos órgãos da Administração Pública (p. ex., pela Polícia  [que, na realidade, não "passa multas", mas sim coimas...])  – apenas haverá intervenção de um tribunal se a pessoa a quem tiver sido aplicada a coima não se conformar com isso e decidir recorrer à via judicial. […].
Multa
Coima
Direito Penal
Direito Administrativo (Direito de Mera Ordenação Social)
Crime
Contra-ordenação
Aplicada pelo tribunal
Aplicada pela Administração Pública (apenas há intervenção do tribunal se a pessoa a quem tiver sido aplicada a coima entender reagir por essa via)
Tem natureza pecuniária, mas, se não for paga, pode ser convertida em prisão subsidiária
Tem natureza pecuniária e nunca pode ser convertida em prisão subsidiária (pode apenas dar lugar a execução da soma devida)
Em caso de dúvida é melhor não jogar lixo nas vias públicas de Lisboa e, mesmo que não exista, neste caso, a coima no Brasil, é preciso conscientizar-se de que o lixo jogado nas ruas entope as galerias de drenagem e causa alagamentos, além da proliferação de animais nocivos à saúde.
 
Ariza Rocha
http://www.urca.br/portal/
 
                                                     DIÁRIO DE BORDO N. 22
                                                     Tema: Pontes, amores e cadeados
                                                     Data:  27 de Maio de 2014, 15h

 

 

                O Rio Douro separa o Porto e Vila Nova de Gaia e a Ponte Luís I permite a ligação das referidas cidades. Construída entre os anos 1881 e 1888, a Ponte possui o piso inferior que viabiliza a circulação de carros leves, pesados e pedestres (peões) e o pavimento superior circula o metro (metrô), conforme ilustra a foto abaixo:

                                Figura 01- Ponte Luís I, Porto, Portugal. Fonte: Arquivo Pessoal, 2014.

             O lugar é lindo. Impressiona pela estrutura de ferro, a magia do Rio Douro e a beleza da zona da Ribeira. Ao anoitecer, a iluminação completa o espetáculo.

            Atravessando a Ponte, chamou-me a atenção os vários cadeados algemados. Alguns estavam em lugares inusitados, outros à vista. Uns estavam marcados com iniciais e diversos possuíam a figura do coração. Meu irmão, Duílio Rocha, explicou que os apaixonados selavam, ali, as juras de seus amores. Vejam a foto abaixo:
Figura 02- Cadeados, Ponte Luís I, Porto, Portugal. Fonte: Arquivo Pessoal, 2014.

            A Ponte é a testemunha, entre outros sigilos, dos amores e, também, dos desamores, pois, entre tantos cadeados, quais terão o segredo do amor eterno? Resposta que apenas os amantes saberão, pois, as chaves são jogadas e sedimentadas no fundo do Rio Douro.
            Semelhante prática de amor (se assim, posso chamar) está presente em Paris, nas grades da Pont des Arts (construída no regime de Napoleão Bonaparte, 1844). O Rio Sena é o guardião das chaves dos amores. Os amantes acreditam que, assim fazendo, o amor chegará a infinidade. São tantos cadeados que a estrutura de ferro fica dourada, conforme segue ilustração:
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 


                                                              
 
         DIÁRIO DE BORDO N. 24
         Tema: Vinhos do Porto
         Data:  28 de Maio de 2014, 15h
            O Porto é conhecido pelo seu vinho adocicado e forte. Três tipos de vinhos destacam-se: Branco, Ruby e Tawny. As vinhas são plantadas ao longo das margens do Rio Douro e, outrora, eram transportadas do Porto às caves de Vila Nova de Gaia pelos Barcos Rabelo, conforme ilustração abaixo:
 
BLOCO DE FIGURAS 01 – Barco Rabelo, Porto. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.

                 Nas caves, inicia-se o processo de envelhecimento do vinho em pipas de madeira. Nesses locais, algumas adegas proporcionam um passeio pela história da bebida dos deuses com degustação no final do passeio.

 
                         BLOCO DE FIGURAS 02 – Vinho do Porto. FONTE: Arquivo Pessoal de Alana Gonçalves, 2014.
 
Um brinde à Saúde e à vida!
                                FIGURA 03 – Alana e Ariza. FONTE: Arquivo Pessoal de Alana Gonçalves, 2014.
 
Ariza Rocha
http://www.urca.br/portal/
 
 


 

 

 
 
                                                            
DIÁRIO DE BORDO N. 23

Tema: Fernando Pessoa

Data:  28 de Maio de 2014, 15h

                   Passear pelo Chiado é marcar encontro com as ruas tradicionais de Lisboa que remetem a literatura de Eça de Queirós (1845-1900) e os poemas de Fernando Pessoa (1888-1935). Entre outras atrações turísticas, o Bairro homenageia Pessoa com uma estátua em frente ao Café “A Brasileira” (inaugurado em 1905). O local era muito frequentado pelo escritor português, conforme foto abaixo:

 
FIGURA 01 - Estátua de Fernando Pessoa, em frente ao Café “A Brasileira”, Chiado, Lisboa, Portugal. Fonte: Arquivo Particular, 2014.
 
 
 
                       De Fernando Pessoa, destaco a poesia que me cativou:

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

 FONTE: Fernando Pessoa. Poesias Inéditas (1930-1935). Lisboa: Ática. 1955. (imp. 1990). p. 31. SARAMAGO.

 
            Outro local em que o poeta frequentava, inclusive, com mesa reservada, era o “Café-Restaurante Martinho da Arcada”. Fundado em 1782, o Café é considerado o “mais  antigo da cidade que se encontra actualmente em actividade” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_da_Arcada). Localizado na Praça do Comércio, o Café foi ponto de encontro de ilustres escritores portugueses. Abaixo, uma foto do café:
 

       Figura 02 - Café-Restaurante Martinho da Arcada. Fonte: Arquivo Particular de Alana Gonçalves, 2014.

 

Ariza Rocha


http://www.urca.br/portal/