sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014


CRONOGRAMA DE REUNIÕES DO NUPEF – 2014 (1º SEMESTRE) 

FEVEREIRO / 14
27/02
Geral

 

MARÇO / 14
06/ 03
Professores
13/ 03
Geral
20/ 03
Específica
27/ 03
Geral

 

ABRIL/ 14
03/04
Professores
10/04
Geral
24/04
Específica
*17/04 – Semana Santa

MAIO/ 14
08/05
Professores
15/05
Geral
22/05
Específica
29/05
Geral
*01/05 – Dia do Trabalho

JUNHO/ 14
05/06
Professores
12/06
Geral
26/06
Específica
*19/06 – Corpus Christi

Obs: As reuniões do NUPEF acontecem às quintas-feiras a partir das nove horas da manhã.

domingo, 16 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 03

Tema: “PRAXE” EM PORTUGAL E O “TROTE” NO BRASIL

Data:  14 de fevereiro de 2014, 10h.

 

Diferente do calendário letivo brasileiro, aqui o início do semestre é no mês de setembro. Nos primeiros dias de aula observei a movimentação de alunos em torno da Cidade Universitária, uns uniformizados e outros fantasiados. Quanto não pintados, correndo, gritando e cantando. É a “praxe” universitária.

No Brasil, a prática de recepção aos calouros no mundo acadêmico é chamada de “trote” e tem muitas semelhanças com a “praxe” portuguesa, entre elas, a violência e agressão aos universitários.

Casos de abusos físicos e psicológicos não faltam, basta lembrar a morte do estudante aprovado na Faculdade de Medicina da USP, em 1999, afogado em uma piscina.  O fato é que as “praxes” e os “trotes” são rituais de passagem, mais um, em nossa sociedade, mas o acolhimento acadêmico não deveria ser fatal e nem agressivo.

Em Portugal, a morte de seis estudantes da Universidade Lusófona na praia do Moinho de Baixo, na madrugada do dia 15 de dezembro de 2013, reacendeu o debate sobre a “praxe” que, em 2008, foi pauta no relatório pela Comissão de Educação e Ciência (2008) e disponível em  http://www.esquerda.net/sites/default/files/relpraxesar2008.pdf.

 

O triste acontecimento de Meco ainda está sendo investigado enquanto as famílias e amigos choram inconsoláveis pelo falecimento daqueles jovens. A notícia está na mídia e para maiores informações consultar:

 



 

 

             

            Ariza Rocha

sábado, 15 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 02

 Tema: Apresentação da Biblioteca Nacional de Portugal -BNP

Data:  12 de fevereiro de 2014, 10h. 

Aqui está a Biblioteca Nacional de Portugal-BNP localizada em Campo Grande, 83. 1749-081, Lisboa-PT. Os interessados devem consultar www.bnportugal.pt
                     FOTO 01: Fachada da BNP. FONTE:  Arquivo Particular, 2013.
 
 
            Aqui as horas voam. As ideias emergem.
 
            De segunda ao sábado a BNP está com a porta aberta ao público e oferece vários serviços, entre eles, exposição, cursos, palestras, seminários e consulta ao acervo.
O primeiro passo para ter acesso ao acervo é fazer a carteira de usuário que pode ser semanal (3 EUROS) ou anual (12 EUROS). Depois, consultar o catálogo, solicitar a obra do seu interesse, marcar o lugar na mesa e ter disposição para leitura.
Algumas obras consultadas:
CASCUDO, Luís Câmara. História da Alimentação no Brasil. Separata da Revista de Etnografia n. 1, Museu de Etnografia e História. Junta Distrital do Porto, Imprensa Portuguesa-Porto, S\Ano[1963].
RITCHIE, Carson I. A. Comida e Civilização: De como a história foi influenciada pelos gostos humanos. Trad. José Labaredas. Lisboa: Assírios Alvim, 1995.
SAVARIN, Brillat. Fisiologia do Gosto. Tradução e Notas de Julia Ferreira e Jose Claudio. Leitura de Roland Barthes. Relógio D´Água Editores, 2010.
SANTOS, Maria Helena Carvalho dos (Coord.) A Festa. Comunicações apresentadas no VIII Congresso Internacional, 18 a 22 de Novembro de 1992. Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, Lisboa, 1992.
VEYNE, Paul. Acreditam os gregos nos seus mitos? Tradução de António Gonçalves, edições 70, 1983.
SANTOS. Carlos roberto Antunes dos. História da alimentação no Paraná. Curitiba: fundação Cultural, 1995.
Teses:
BRÁS, José Gregório Viegas. A Fabricação Curricular da Educação Física: História de uma disciplina desde o Antigo Regime Até a I República. Doutoramento em Ciências da Educação, Especialidade de História da Educação, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Lisboa, 2006.
OLIVEIRA, Jorge Rodrigues Castanheira de. O Ensino da Educação Física em Portugal: Difusão e Implementação da Ginastica Sueca em Portugal na Primeira Metade do Século XX. Dissertação de Doutoramento em Ciências da Educação, na Especialidade de História da Educação, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Dezembro, 2011.
 
 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 01

 Tema: Apresentação da FLUL

Data:  10 de fevereiro de 2014, 10h

 

Naerton Isidoro, pediu um Diário de Bordo de minha estadia em Portugal (2013-2014). Relutei, mas, não consegui convencer o líder do Núcleo de Pesquisa, Estudo e Extensão em Educação Física - NUPEF que, em certa altura foi meu aluno de graduação no Curso de Educação Física da Universidade Regional do Cariri - URCA e hoje, amigo e companheiro de trabalho e que muito admiro, tanto quanto pessoa como profissionalmente.

Pensando melhor, a escrita, mesmo que seja um tanto apressada no blog, vai ajudar-me a passar o frio de 3º Graus e resistir aos fortes ventos de Lisboa. Outro motivo é que, apesar da beleza do local, tranquilidade, acessibilidade e segurança nas ruas, estou com saudades do Brasil, principalmente, do meu “Cratinho d’Açúcar”, como refere-se Luiz Gonzaga na música “Eu vou pro Crato”, lançado no ano de 1963 e teve como parceiro na composição José Jataí. Terceiro motivo, tratarei como um ensaio ao relatório da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, além de distanciar-me e refletir a formação acadêmica de uma forma geral e, particularmente, a minha.

A dúvida é: por onde começar diante de tanta beleza, experiência, aprendizagem e desaprendizagem (principalmente). Sim, tenho que rever várias concepções, lições, leituras e, sobretudo, meu material de trabalho e de aula.

Lisboa tem história estampada por todos os cantos. Está no chão, azulejos, prédios, monumentos, Rio Tejo, mar, vestimenta, Praça Marquês de Pombal, praças, jardins, bibliotecas, museus, casas, bondes, cafés, estações de Metro, comida, na fala e nas pessoas.

Iniciarei apresentando o local em que, no momento, estudo: a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – FLUL. Eis o link para maiores informações http://www.fl.ul.pt/ e uma foto:



FOTO 01: Fachada da FLUL. FONTE: Meu arquivo. Retirado no dia que cheguei em Lisboa, 27 de agosto de 2013.


Na Faculdade, o que mais me chamou a atenção foi o grande número de alunos estrangeiros: japoneses, ingleses, americanos, alemães, brasileiros, entre tantos outros que mexem com a sensibilidade que vai desde o idioma à maneira de se vestir.

Exemplos não faltam, mas, destacarei apenas alguns que relatarei brevemente, entre eles, o que chamo de “Corredor de Estudo”. É um local disputadíssimo entre os alunos. Trata-se, simplesmente, de um lugar de estudo, nos corredores da Faculdade, com mesas, cadeiras e tomadas para os alunos ligarem seus notebooks, recarregarem celular e outros equipamentos eletrônicos. O local também permite trabalhos em equipe e fazer as refeições.

Também chamou-me atenção a presença da arte no espaço universitário. Não falo da arte de museu, mas aquela viva, simples, provocativa e de intervenção que chama os desavisados para a poesia, seminário, apresentação de dança ou para a eleição dos representantes estudantil.  Um exemplo foi o dia que vi, na escada principal de entrada, uma bela poesia pintada nos degraus. Cadê a vontade de sair do local? Quem disse que universidade é só local para ”fazer ciência”.

Outro dia, assisti um seminário, elaborado por alunos de uma disciplina, discutindo a Tatuagem na linguagem corporal. Na mesa estavam três tatuadores. Na plateia estava um intenso debate de Tatoo no mundo contemporâneo. Foi muito interessante.          

Também gostei do acesso aos computadores e micro-ondas para os alunos. É muito interessante ver os alunos esquentando suas refeições. Bom, na verdade é normal. Não tem nada demais mas, simplesmente não estava acostumada a tal prática na universidade.

Por hoje é só, vou à Biblioteca Nacional de Lisboa. Nosso próximo ponto de apresentação.