terça-feira, 18 de março de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 13

Tema: Infraestrutura acadêmica

Data:  18 de março de 2014, 10h

 

O Curso de Educação Física da Universidade Regional do Cariri está de parabéns pela construção do Ginásio. Uma história de luta que atravessou anos de espera entre promessas e sonhos.

 
Figura 01- Capoeira com o Prof. Paulo no Ginásio da URCA. Fonte: Facebook.

 

Neste belo espaço teremos condições de melhorar a formação de nossos alunos. Entretanto, muito ainda há de ser feito, como, por exemplo, salas de aulas, gabinetes para professores, laboratórios, espaços de convivências, etc.

O assunto remeteu-me ao preenchimento do Relatório de Avaliação Final das Atividades da Fundação Coordenação Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES que farei ao término do estágio de pós-doutoramento. O objetivo do Relatório é melhorar o programa de Bolsas no Exterior.

 Em um dos itens do documento avaliarei a Infraestrutura básica da instituição que me acolheu, no caso, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - FLUL e, aproveito aqui para refletir a temática, partindo da minha experiência na Universidade Regional do Cariri –URCA.

Em relação ao espaço de estudo, que não restringem apenas as salas de aulas, mas, tomarei como ponto de partida. As salas são arejadas, iluminadas e dispõem de Datashow, painel de exibição, computador e caixa de som disponíveis ao professor, como ilustram as fotos abaixo:

BLOCO DE FIGURAS 02: Infraestrutura das salas de aula. Fonte: Arquivo Particular
 
Em relação ao acesso a computador e rede, logo, no ato da matricula, o aluno dirige-se ao laboratório de informática e lá cria seu e-mail institucional e cadastra a senha para ter acesso a rede da Universidade. Pelos espaços universitários, encontram-se sinalizadores informando as zonas de wireless e ainda são disponibilizados computadores nos corredores aos interessados, principalmente, próximos as associações estudantis.
Há um corredor que considero especial, o “corredor de estudo” que consiste simplesmente de uma mesa, cadeiras e instalação elétrica, assim, o aluno fica estudando ou fazendo trabalho em equipe com o notebook, entre outros equipamentos eletrônicos, conforme ilustração abaixo:
 
Figura 03- Corredor de Estudo. Fonte: Arquivo Particular.

Na figura abaixo, apresento o gabinete de um dos professores, local que o docente planeja sua atividade, orienta alunos e ainda é utilizado para pequenas reuniões:

 

Figura 04 - Gabinete. Fonte: Arquivo Particular.

 Pelos espaços universitários estão sinalizadores informando a “Planta de Emergência” (figura abaixo), ou seja, a planta do prédio para eventual acidente:


Figura 05- Planta de Emergência. Fonte: Arquivo Particular.
 

É comum encontrar também os equipamentos de segurança ao combate de incêndio:

Figura 06- Equipamentos contra incêndio. Fonte: Arquivo Particular.
 
Ainda, nos corredores estão os armários (Figura abaixo) disponíveis aos alunos para guardarem suas mochilas, livros e etc. Assim, o estudante que passa o dia na Universidade, não precisa ficar locomovendo-se com pesados materiais pessoais e ainda pode levar roupa extra para fazer uma atividade física ou um esporte universitário no fim do dia, enfim, o aluno vive a\na universidade:
 
  Figura 07- Armários dos estudantes. Fonte: Arquivo Particular.
 
            Por fim, partindo de minha experiência de docente na URCA, o que mencionar no relatório diante dessa infraestrutura?
 
Ariza Rocha
CV: http://lattes.cnpq.br/3657678560716070
 

segunda-feira, 17 de março de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 12

Tema: Agradecimentos

Data:  16 de Março de 2014, 10h

 

                Conhecer o pouco que seja de Portugal não se trata apenas de uma viagem ao exterior. É muito mais. É também uma viagem ao meu interior: descobertas, aprendizados e desaprendizados. Conhecer outra cultura causou (e causa) um estranhamento ao meu mundo, até então, sólido. As palavras do pensador e navegador brasileiro, Amyr Klink, “Mar sem fim” são sábias e traduzem meus sentimentos:

 

[…] Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver (Disponível em http://exvertebrum.wordpress.com/2007/12/05/amyr-klink-um-homem-precisa-viajar-mar-sem-fim/ Acesso no dia 16 mar. 2014).

 

            Aqui vai a sugestão de leitura:



Figura 01: Capa do livro “Cem Dias entre o Céu e Mar”, Amyr Klink. Fonte: https://www.google.com.br/search?q=amyr+klink&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=0ccmU6aJJ-j8ywPxmILQDQ&sqi=2&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1012&bih=474

 

Devo esta viagem a muita gente. Inicialmente, agradeço à Fundação Coordenação Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES o apoio financeiro dos estudos em Lisboa, Portugal, no período de agosto\2013 – julho\2014. Mais do que lições pelos livros, estou tendo um aprendizado de vida.

Em seguida, agradeço à Universidade Regional do Cariri –URCA, em especial, a Magnânima Reitora, Profa. Antônia Otonite de Oliveira Cortez, que tanto se esforçou para oficializar minha saída ao pós-doutorado. Sou igualmente grata à Chefe do Departamento Pessoal-URCA, Francy Magalhães Lobo, e a Sra. Tudinha, responsável pelos processos no Gabinete do Governador do Ceará. Não poderia esquecer de agradecer ao Sr. Hervano Macêdo Júnior, como também aos colegas de Departamento de Educação Física, URCA, em particular, Simonete Pereira da Silva, Naerton José Xavier Isidoro, Alana Mara Alves Gonçalves, Ana Cristina Linard Macêdo, Eleonora Nunes Oliveira Paulo Rogerio Barbosa do Nascimento e Luzia Eidla Araújo Sousa.

Sou igualmente grata aos alunos do Curso de Educação Física e ao Núcleo de Pesquisa, Estudo e Extensão em Educação Física – NUPEF, principalmente, as bolsistas Maria Luselma Sousa, Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC-URCA e Bárbara Pereira Alves, Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, PIBIC-FUNCAP.

 Meu apreço especial aos sujeitos que participaram da pesquisa, como também as pessoas que me ajudaram na coleta das informações, em especial, Lucas Batista Brasileiro, Ana Carina Norões Botelho, José Iderval da Silva, André Accioly Nogueira Machado e  Euclides dos Santos Ferreira.

Ao professor Dr. José Arimatea Barros Bezerra – Universidade Federal do Ceará - UFC, o Grupo “AGOSTO” e o Projeto “Alimentos Tradicionais do Nordeste-ALINE”. Igualmente, agradeço à professora Dra. Isabel Maria Ribeiro Mendes Drumond Braga, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - FLUL, sobretudo o acolhimento, as pertinentes críticas e inestimáveis sugestões.

Agradeço ainda aos novos amigos que fiz em Lisboa, entre eles, Tereza Maria Moreira, José Fernando e Fernando Alcobia. Nem toda a eternidade será suficiente para agradecer aos meus familiares e ao meu namorado, mas, obrigada assim mesmo.



 
 
 
 
 
 
 
 

Ariza Rocha

CV: http://lattes.cnpq.br/3657678560716070

 

 
 

sábado, 15 de março de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 11

Tema: Os bondes elétricos de Porto e Lisboa e as histórias de minha avó

Data:  14 de Março de 2014, 10h

 

 

Pelas ruas de Lisboa e Porto é possível passear no bonde que, em plena atividade, proporciona um tour pela história da cidade. Ao som da ferragem, no encantamento das pessoas e na graça das paisagens pitorescas estão os resquícios do tempo de outrora.

Figura 01- Bonde em Lisboa. Fonte: Arquivo Particular. 
Figura 02- Bonde em Porto. Fonte: Arquivo Particular.
               
Na rapidez de uma flecha, minhas lembranças foram arremessadas para as histórias de minha avó, Maria Luísa de Melo Lima (03/06/1913-08/01/2000), sobre o bonde na capital cearense na década de 1930, lugar de sua juventude:
Figura 03- Maria Luísa de Melo Lima. Fonte: Arquivo Particular.
 
           
Contava-me que andava muito de bonde e um dia quando tentava subir no carro elétrico deparou-se com um homem que, com as pernas estendidas, impedi-a de entrar. Vovó ficou parada, do lado de fora, esperando que o sujeito se ajeitasse. Enquanto isso, o condutor a apressava, pois tinha que seguir o rumo. No entanto, nem o homem muito menos a vovó fizeram menção de movimento. Os passageiros já estavam impacientes quando o condutor gritou:
-Vai subir ou não?  Vovó, disse que perdeu a compostura e retrucou:
-Não posso, esse homem não deixa!
Envergonhado, o indivíduo ajeitou-se e, finalmente, vovó entrou no bonde com ares de vitoriosa.
Minha avó e o bonde de Fortaleza já não estão presentes. Restou-me apenas as lembranças, algumas fotos e o desejo que saibamos preservar a memória do passado no presente. Quem desejar apreciar, um pouco mais sobre a história dos bondes em Fortaleza consultar http://fortalezanobre.blogspot.pt/.
 
Figura 04: Bonde em Fortaleza. Fonte: https://www.facebook.com/Fortalezanobreoficial
 
Ariza Rocha
CV: http://lattes.cnpq.br/3657678560716070
 


quarta-feira, 12 de março de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 10

Tema: Prof. Maia e a Faculdade de Desporto-FADEUP

Data:  6 de Março de 2014, 10h.

 

         Estive no norte de Portugal. Lá conheci a cidade de Porto que encantou-me principalmente, na hora do pôr do sol diante da bela paisagem do Rio Douro que nasce na Espanha e separa o Porto, margem esquerda, de Gaia, lado direito na foto abaixo:
A viagem foi instrutiva. Lá assisti a defesa da dissertação do meu irmão na Faculdade de Direito-UP e visitei o Prof. Dr. José António Ribeiro Maia na Faculdade de Desporto – FADEUP (http://sigarra.up.pt/fadeup/pt/web_page.inicial).
 
 
 
O prof. Maia foi orientador da Profa. Dra. Simonete Pereira da Silva e por duas ocasiões, esteve no Cariri. Em 2006, ele compareceu no lançamento do projeto de doutoramento da referida docente intitulado “Crescer com Saúde no Cariri”.
            Um ano depois, foi palestrante no I Seminário Internacional em Desenvolvimento Motor Humano, Evento realizado no Curso de Educação Física da Universidade Regional do Cariri-URCA e organizado pela profa. Simonete. Também tivemos palestras dos seguintes docentes: Go Tani, Gaston Beunen (falecido) Albrecht Claessens, Fábio Nakamura, António Prista e Carol Leandro. O Evento representou um momento ímpar no Curso de Educação Física – URCA.
            Em uma agradável conversa com o prof. Maia, ele perguntou por todos principalmente, pela professora Simonete que anseia encontrar-se em breve.
O prof. Maia presenteou-me com os seguintes livros: “Crescimento e Desenvolvimento de Crianças e Jovens Açorianos”, “O Desafio de Calanga: do mundo e das pessoas à aventura da ciência”, “Camacha Saudável: um estudo em famílias do Concelho de Santa Cruz” e “Corpo, Maturação Biológica e Actividade Física”. E demonstro aqui meu contentamento e agradecimento.
 
 
Os livros farão a felicidade também de muitos alunos do Curso de Educação Física, pois, enriquecerão o acervo do Núcleo de Pesquisa, Estudo e Extensão em Educação Física – NUPEF\URCA.
Em visita ao Gabinete de Cineantropometria, tive a oportunidade de conhecer a
Equipe do Prof. Maia. São alunas de mestrado e doutorado da FADEUP e que estavam concentradas em suas pesquisas. Por fim, destaco o exemplo do prof. Maia na formação de pesquisadores da área e sua dedicação ao trabalho acadêmico.
Ariza Rocha
 

 

terça-feira, 4 de março de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 09

Tema: Comidas e Bebidas Portuguesas

Data:  3 de Março de 2014, 10h.


“Os dias podem ser mais curtos mas os sabores podem prolongar-se”. O anúncio foi extraído de uma publicidade de uma sobremesa e, é assim que início a temática que apresentarei, em poucas linhas, sobre as comidas e bebidas portuguesas.

 A princípio, achei a comida gordurosa e calórica, mas, como viver outra cultura e não prolongar as experiências dos sabores com os “enchidos”, pães, doces e outras delícias, tais como: “cozido à portuguesa”, “jardineira”, “dobradinha”, “feijoada à portuguesa”, entre outros.

Na parte da doçaria sobressai-se aqueles de origem dos conventos como o “pão de rala”, além dos famosos “pastéis de Belém”, entre outros, tais como:

 
   Bloco de Figuras 1-12: Doces sortidos. Fonte: Arquivo Pessoal
 
 Para além do bacalhau que, pode ser feito de várias maneiras, a carne de porco é muito apreciada e mais barata do que a carne bovina, assim, come-se muito “bifana” que é um sanduiche feito de carne suína. Ouvi falar que o segredo deste simples sanduiche está no cozimento do bife (assado na panela ou na chapa). Interessante que até o Mcdonalds teve que assimilar o gosto português e incluir em seu cardápio a “bifana” e a “sopa”, um prato que não pode faltar à mesa portuguesa.

 É incomum servir pratos de arroz, macarrão e batatas em uma refeição, como nós brasileiros estamos acostumados. Basta um tipo de massa. Assim, come-se: batatas com atum; moela com vinho branco; espaguete com moela; polvo acompanhado de batatas e ovo cozido, etc.

Na “Piriquita”, antiga fábrica de doces regionais, em Sintra, degustei o “travesseiro” e a “queijadinha” que estão nas fotos abaixo:
 
 Bloco de Figuras 13-16: Fábrica “Piriquita”, anúncio, “travesseiro” e “queijada”. Fonte: Arquivo Pessoal.


 É grande a diversidade de pães, queijos e vinhos. Tem também a ginja que é um licor feito a partir da maceranção de um tipo de cereja (amarena) e também muito apreciado. Pode ser ingerido em um copinho de chocolate (comestível) que é comum em Óbidos, mas, também pode ser apreciado com o caroço da fruta mergulhado no copo e que tive a satisfação de degustar em Lisboa.

Figura 17: Anúncio da Ginja. Fonte: Arquivo Pessoal.
 

No sábado, Tereza cozinhou um prato típico conhecido como “arroz com polvo”: 

 

 
Bloco de Figuras 18-21: “Arroz com Polvo”. Fonte: Arquivo Pessoal.
 

Trata-se de um prato que muitos portugueses adoram. Eis o modo de fazer: Corta-se o polvo em pedaços pequenos. Refoga-o com alho no azeite, cebola, sal, molho de tomate e meio tablete de Knorr. Acrescenta-se o polvo e água. Deixa cozinhar bem. Quando o polvo tiver “molinho”, acrescentar o arroz. No final, adicionar o coentro. Não estranhar se o arroz ficar com uma cor escura que é devido a liberação da tinta do polvo. Servir quente. Muito gostoso e recomendo.

No domingo, Fernando, namorado da Tereza, fez o “Açorda de Cogumelos”:
 

 Bloco de Figuras 22-26: “Açorda de Cogumelos”. Fonte: Arquivo Pessoal. 


Fernando comentou que a comida era comum nas famílias com pouca renda e que para colhê-los era preciso ter cuidado com aqueles considerados venenosos. Hoje, ele é vendido nos supermercados e caro. O modo de fazer é simples: pega-se 03 cogumelos silvestres grandes, presunto (português), alho, molho de tomate, pão. Refoga-se o alho no azeite, acrescenta-se o molho de tomate (um pouquinho) e o presunto. Coloca os cogumelos, lavados e quebrados em pedaços grandes na água para cozinhar. Sal a gosto. Depois de alguns minutos, acrescenta-se o pão para ensopar a comida. Deixa cozinhar mais um pouco e serve-se quente. O cogumelo fica com gosto de carne. A comida é gostosa.

 


DIÁRIO DE BORDO N. 08
Tema: Homenagem ao Eusébio, o “Rei” da bola em Portugal
Data: 01 de Março de 2014, 10h.
 
Figura: Eusébio. Fonte: http://esporte.ig.com.br/futebol/2014-01-06/jornais-pelo-mundo-destacam-a-morte-de-eusebio-confira-algumas-capas.html - Foto: Reprodução
 

            Em poucos dias, mais especificamente no dia 05, completará mais um mês de falecimento do jogador de futebol português Eusébio da Silva Ferreira (nasceu na então na África Oriental Portuguesa, hoje, Moçambique,1942- Lisboa, 2014). Ficou conhecido como “Pantera Negra”, “Pérola Negra” e “Rei de Portugal”. Em sua trajetória, o atleta atuou na Seleção Nacional Portuguesa (1966) que pela sua atuação a Seleção conquistou o terceiro lugar. Foi premiado com a “Bola de Ouro” (1965) e com a “Bola de Bronze” (1966).
 

            Teve participação no “ Sport Lisboa e Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, sendo associado principalmente ao clube português, e é o melhor marcador de sempre da equipa, com 638 golos em 614 partidas oficiais. No Benfica ganhou 11 Campeonatos Nacionais (1960-1961, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1970-1971, 1971-1972, 1972-1973 e 1974-1975), 5 Taças de Portugal (1961-1962, 1963-1964, 1968-1969, 1969-1970 e 1971-1972), 1 Taça dos Campeões Europeus (1961-1962) e ajudou a alcançar mais três finais da Taça dos Campeões Europeus (1962-1963, 1964-1965 e 1967-1968). Foi o maior marcador da Taça dos Campeões Europeus em 1965, 1966 e 1968. Ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973. Foi o primeiro jogador a ganhar a Bota de Ouro, em 1968, façanha que mais tarde repetiu em 1973” (FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eus%C3%A9bio).

sábado, 1 de março de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 07

Tema: Fado

Data:  26 de fevereiro de 2014, 10h.

 

Existem controvérsias sobre a origem do fado em Portugal, uns dizem que foram os mouros (árabes), outros os marinheiros. Sabe-se, no entanto, que a palavra significa “destino”, “fatalidade” e foi considerado Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO. Os cantores do fado embalam-se os versos que expressam paixões, amores e as tristezas ao som da guitarra portuguesa (viola), como, por exemplo a letra de “O Fado Chora-se Bem” de Amália Rodrigues:

 

Moram numa rua escura
A tristeza e a amargura
A angústia e a solidão
No mesmo quarto fechado
Também lá mora o meu fado
E mora meu coração

Tantos passos temos dado
Nós as três de braço dado
Eu a tristeza e a amargura
À noite um fado chorado
Sai deste quarto fechado
E enche esta rua tão escura

Somos vizinhos do tédio
Senhor que não tem remédio
Na persistência que tem
Vem persistência que tem
Vem p'ró meu quarto fechado
Senta-se ali a meu lado
Não deixa entrar mais ninguém

 

Nesta risonha morada
Não há lugar p'ra mais nada
Não cabe lá mais ninguém
Só lá cabe mais um fado
Que neste quarto fechado
O fado chora-se bem
Amália Rodrigues


 No Museu do Fado, em Lisboa, está a história desse estilo musical, desde os tempos remotos aos instrumentos e até de fadistas inesquecíveis a exemplo de Amália Rodrigues, considerada a rainha do fado e que divulgou a cultura portuguesa.

De seu repertório, a música que acho mais bonita é “Povo que lavas no Rio” http://www.youtube.com/watch?v=HJ-ugf0_YPg   No Museu encontra-se, também, a criação de José Malhoa que retratou a “marginalidade”, em 1910, na obra “O Fado”.

Figura 01- “O Fado”, José Malhoa, 1910. FONTE: CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA. O Povo de Lisboa. Tipos, Ambiente, Modos de Vida, Mercados e Feiras, Divertimentos, Mentalidades. Centro de Artes Plásticas dos Coruchéus. Direcção dos Serviços Centrais e Culturais. Exposição Iconográfica, Junho\Julho, 1978-1979. 
            No Bairro de Alfama existem muitas Casas de Fado, restaurantes, cafés, artesanatos, pensões e etc. Trata-se de um ponto turístico considerado mais antigo e de origem árabe que significa “banhos” ou “fontes”. O local guarda a história nos prédios antigos, azulejos, candeeiros, ruas estreitas, roupas penduradas nos varais, juntamente com os jarros de flores nas varandas. Neste lugar conheci a Casa “Fado Maior”, como ilustra a foto abaixo:
Figura 02-Casa de Fado no Bairro de Alfama. Fonte: Arquivo Pessoal 
O lugar é acolhedor e apropriado para apreciar à boa música de fadistas como Julieta Estrela, Bruno Igrejas, Jorge Morgado, Maria Odília Henriques e Clara Cristão, entre outros. Para completar a noitada, a Casa, que também é um restaurante, serve um delicioso jantar: primeiro, a entrada com queijo, azeitona e pão. Depois, a refeição principal com bacalhau e batata e por último, a sobremesa. O vinho não pode faltar à mesa e muito menos o som da viola e os versos do fado.