quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 05

Tema: Inverno Rigoroso

Data:  20 de fevereiro de 2014, 10h.

 

                Cheguei em Lisboa no mês de agosto. Clima gostoso para ir à praia, passear pela Avenida da Liberdade até o Tejo, vestir short e blusas finas, enfim, um clima até parecido com aquele de Fortaleza e Crato, Ceará, se não fosse pelo fato do sol deitar-se no horário de 21 horas.
 
                Na ocasião, não entendia o valor que o sol despertava nas pessoas, principalmente, em minha amiga Tereza que, após o trabalho, sempre que podia corria, literalmente, à Praia. Ora, cearense como sou, acostumada a viver e, até fugir, do sol de 40º Graus que reina quase os 365 dias do ano e sendo a sertaneja que pede chuva ao sertão, realmente, reconheço que nunca valorizei o calor do sol. Sim, porque o fato de ter a luz do sol não quer dizer que tenha o calor do sol, aprendi isso na Serra da Estrela:


Fig. 01- Serra da Estrela, dia 22 de nov. 2013.
Fonte: Arquivo Pessoal 

Quando o inverno chegou em Lisboa, fui “tentar” adaptar-me ao frio. Primeiro comprando roupas adequadas. Então, passei a usar botas, uma calça comprida de malha por baixo e uma calça comprida (tipo jeans) por cima. As blusas seguem a sequência: uma fina, uma blusa de manga comprida de lã e um blusão de chuva. Depois, por cima daquelas camadas de blusas, adotei o casaco de flanela (até os joelhos), cachecol para proteger a garganta e até esconder o nariz e, por fim, as luvas.
                Uma boa cama tem que ter as seguintes cobertas: lençol de flanela, edredom, lençol de flanela e mais um edredom. Lençóis finos nem pensar! Sair da cama só por força de algum compromisso. Nunca tinha experimentado tocar em um caderno, celular e roupa com repugnância por estarem gelados.
                Todos tentam proteger do frio como podem. Caso contrário, ficam vulneráveis à gripe, os lábios ficam feridos, o nariz vermelho e entupido e ainda há o risco de contrair doenças mais sérias a exemplo da pneumonia. Neste contexto, os cachorrinhos andam agasalhados e os prédios também ficam danificados como, por exemplo, o Estádio da Luz ou Estádio do Sport Lisboa e Benfica. No mês de janeiro, mais precisamente no dia 17, o Estádio ficou cercado de granizo. Um jogo foi cancelado. Um mês depois, em fevereiro, as pesadas chuvas afetaram a cobertura do Estádio e adiou o jogo do Benfica versus Sporting.
                Próximo mês chegará a primavera e já estou aprendendo o significado de ter uma primavera.


Fig 02-Estádio da Luz, 17 jan. 2014.
Fonte: Facebook.

 

Ariza Rocha

 

domingo, 23 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 04

Tema: Diferenças entre o Português de Portugal e do Brasil

Data:  18 de fevereiro de 2014, 10h.

 

            Falando a mesma língua portuguesa, mas com particularidades que vão desde a grafia (atrativo, atractivo, etc.), fonética (fazendo um paralelo do sotaque nordestino com o carioca, aqui há o alentejano e o madeirense, por exemplo) e a semântica. As palavras revelam as proximidades e o distanciamento entre o Brasil e Portugal, que estão para lá da linguagem e que extrapolam essas poucas linhas. Contentaremos na apresentação de algumas diferenças.

De início, fui apresentada ao sentido de ser “brazuca” versus “portuga” que pode ser empregado no sentido pejorativo (posteriormente, trataremos disso) e brincalhão, mas dependendo da relação dos envolvidos pode ser também de carinho. Neste sentido, é bom ter cuidado com o uso do “tu” e “você”, que varia de acordo com o grau de intimidade com o outro (formal ou informal).

Algumas expressões que estão presentes no cotidiano: “Desculpa lá!” (Usado para pedir licença ou desculpa), “Percebe!” (No sentido de entender),” É giro!” (Empregado para dizer quando uma coisa está na moda ou é legal, bom, bonito),” Oh pá!” (Uma exclamação, interrogação ou contestação), “Estou sim!” (Uso comum ao atender o telefone),” Faz confusão!” (Ficar confusa, ficar à deriva).

Um ponto que me chamou a atenção foi o que observei nas pichações e nas paradas de ônibus: amo-te, liga-me e etc. O uso do gerúndio também é outra diferença. Nós, brasileiros, usamos “chegando” e eles usam “a chegar”. O “bom dia” aqui é até a hora do almoço e o “boa noite” só depois do jantar, caso contrário, ainda é “boa tarde”. O “Até amanhã” é empregado no sentido de “Até a próxima”. Outras curiosidades:

 Celular
telemóvel
Coca-Cola
Cola
Sorvete
Gelado
Fresco
Natural, no sentido de ser do momento
Metrô
Metro
Ônibus
Autocarro
Parada de ônibus
Paragem
Sanduiche
Sande
Suco
Sumo
Cigarro
Tabaco
Homem ou mulher mais velhos
Cota
Jovem
Miúdo (miúda)
Criança, garoto
Puto
Xícara de café
Chávena
Um copo de leite (com ou sem café)
Galão
Lanchonete
Café ou pastelaria
Açougue ou Frigorífico
Talho ou Casa de Talho
Geladeira
Frigorífico
Xícara de café cheia
Bica
Café da manhã
Pequeno almoço
Banheiro
Casa de banho
Trem
Comboio
Compreender
Perceber
Moça nova
Cachopa
Guarda-chuva
Chapéu de Chuva
Menina, jovem
Rapariga
Fila
Bicha
Local
Sítio
Chácara (Fazenda)
Quinta
Campo
Terra (local de origem)
Legal, bacana
Fixe
Goleiro
Guarda-redes
Blusa
Camisola
Van
Carrinha
Bumbum
Rabo
Pizza
Piza
Preguiçoso
Calão

 

Ariza Rocha

 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014


CRONOGRAMA DE REUNIÕES DO NUPEF – 2014 (1º SEMESTRE) 

FEVEREIRO / 14
27/02
Geral

 

MARÇO / 14
06/ 03
Professores
13/ 03
Geral
20/ 03
Específica
27/ 03
Geral

 

ABRIL/ 14
03/04
Professores
10/04
Geral
24/04
Específica
*17/04 – Semana Santa

MAIO/ 14
08/05
Professores
15/05
Geral
22/05
Específica
29/05
Geral
*01/05 – Dia do Trabalho

JUNHO/ 14
05/06
Professores
12/06
Geral
26/06
Específica
*19/06 – Corpus Christi

Obs: As reuniões do NUPEF acontecem às quintas-feiras a partir das nove horas da manhã.

domingo, 16 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 03

Tema: “PRAXE” EM PORTUGAL E O “TROTE” NO BRASIL

Data:  14 de fevereiro de 2014, 10h.

 

Diferente do calendário letivo brasileiro, aqui o início do semestre é no mês de setembro. Nos primeiros dias de aula observei a movimentação de alunos em torno da Cidade Universitária, uns uniformizados e outros fantasiados. Quanto não pintados, correndo, gritando e cantando. É a “praxe” universitária.

No Brasil, a prática de recepção aos calouros no mundo acadêmico é chamada de “trote” e tem muitas semelhanças com a “praxe” portuguesa, entre elas, a violência e agressão aos universitários.

Casos de abusos físicos e psicológicos não faltam, basta lembrar a morte do estudante aprovado na Faculdade de Medicina da USP, em 1999, afogado em uma piscina.  O fato é que as “praxes” e os “trotes” são rituais de passagem, mais um, em nossa sociedade, mas o acolhimento acadêmico não deveria ser fatal e nem agressivo.

Em Portugal, a morte de seis estudantes da Universidade Lusófona na praia do Moinho de Baixo, na madrugada do dia 15 de dezembro de 2013, reacendeu o debate sobre a “praxe” que, em 2008, foi pauta no relatório pela Comissão de Educação e Ciência (2008) e disponível em  http://www.esquerda.net/sites/default/files/relpraxesar2008.pdf.

 

O triste acontecimento de Meco ainda está sendo investigado enquanto as famílias e amigos choram inconsoláveis pelo falecimento daqueles jovens. A notícia está na mídia e para maiores informações consultar:

 



 

 

             

            Ariza Rocha

sábado, 15 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DE BORDO N. 02

 Tema: Apresentação da Biblioteca Nacional de Portugal -BNP

Data:  12 de fevereiro de 2014, 10h. 

Aqui está a Biblioteca Nacional de Portugal-BNP localizada em Campo Grande, 83. 1749-081, Lisboa-PT. Os interessados devem consultar www.bnportugal.pt
                     FOTO 01: Fachada da BNP. FONTE:  Arquivo Particular, 2013.
 
 
            Aqui as horas voam. As ideias emergem.
 
            De segunda ao sábado a BNP está com a porta aberta ao público e oferece vários serviços, entre eles, exposição, cursos, palestras, seminários e consulta ao acervo.
O primeiro passo para ter acesso ao acervo é fazer a carteira de usuário que pode ser semanal (3 EUROS) ou anual (12 EUROS). Depois, consultar o catálogo, solicitar a obra do seu interesse, marcar o lugar na mesa e ter disposição para leitura.
Algumas obras consultadas:
CASCUDO, Luís Câmara. História da Alimentação no Brasil. Separata da Revista de Etnografia n. 1, Museu de Etnografia e História. Junta Distrital do Porto, Imprensa Portuguesa-Porto, S\Ano[1963].
RITCHIE, Carson I. A. Comida e Civilização: De como a história foi influenciada pelos gostos humanos. Trad. José Labaredas. Lisboa: Assírios Alvim, 1995.
SAVARIN, Brillat. Fisiologia do Gosto. Tradução e Notas de Julia Ferreira e Jose Claudio. Leitura de Roland Barthes. Relógio D´Água Editores, 2010.
SANTOS, Maria Helena Carvalho dos (Coord.) A Festa. Comunicações apresentadas no VIII Congresso Internacional, 18 a 22 de Novembro de 1992. Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, Lisboa, 1992.
VEYNE, Paul. Acreditam os gregos nos seus mitos? Tradução de António Gonçalves, edições 70, 1983.
SANTOS. Carlos roberto Antunes dos. História da alimentação no Paraná. Curitiba: fundação Cultural, 1995.
Teses:
BRÁS, José Gregório Viegas. A Fabricação Curricular da Educação Física: História de uma disciplina desde o Antigo Regime Até a I República. Doutoramento em Ciências da Educação, Especialidade de História da Educação, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Lisboa, 2006.
OLIVEIRA, Jorge Rodrigues Castanheira de. O Ensino da Educação Física em Portugal: Difusão e Implementação da Ginastica Sueca em Portugal na Primeira Metade do Século XX. Dissertação de Doutoramento em Ciências da Educação, na Especialidade de História da Educação, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Dezembro, 2011.