segunda-feira, 18 de agosto de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
DIÁRIO
DE BORDO N. 27
Do
dia 26 de agosto de 2013 até o dia 10 de julho de 2014, residi em Lisboa,
Portugal, no intuito de realizar o pós doutoramento na
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - FLUL.
No decorrer do período,
estudei, viajei, aprendi, produzi, conheci pessoas, experimentei comidas diferentes,
relacionei-me com alunos e professores de outros países e vivenciei sentimentos
que afloraram, entre eles, a saudade. E creio que o resultado é o conhecimento
e o autoconhecimento.
Figura 01-Peregrinos em Santiago de Compostela, Espanha. Fonte: Arquivo Pessoal.
Tema: Fim da
Jornada
Data: 10 de Julho de 2014
A
vida nunca é só de uma face. Aqui, seria mais fácil falar de vidas e, acredito
que o ser humano é muito mais do que o somatório de tantas partes, fases,
ciclos, planos, enfim, vidas. No período de um ano, vivi intensamente as minhas
muitas faces que também não deixaram de ser contraditórias: alegria de conhecer
outros lugares e a tristeza do distanciamento de entes amados. É a vida!
Palavras de Alana Mara.
Estou
feliz por ter concluído a pesquisa que me propus, preparei e já entreguei o
relatório à minha supervisora, profa. Dra. Isabel Drumond Braga.
Tive a felicidade de ter um artigo produzido na Revista Face de Eva, Portugal. Outros artigos
foram enviados e aguardo retorno.
Para
regressar ao meu país, devo, como última obrigação, preencher o relatório
final, digitalizar a passagem de volta e enviar à Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES,
órgão que financiou meus estudos. Para conhecimento, entregarei, também, o relatório
de minhas atividades à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa e ao
Departamento de Educação Física da Universidade Regional do Cariri-URCA. O mais
difícil foi preparar o relatório que durou longos meses e a parte mais fácil é
a entrega, então, posso dizer que a missão está finalizada.
O período foi substancialmente rico em
participação de seminários, cursos, jornadas e congressos internacionais.
Momentos em que tive esclarecimentos e insights
para a escrita de artigos e pesquisas que pretendo amadurecer e desenvolver em
breve.
Saindo
da leitura de livros técnicos, tive a oportunidade de apreciar obras de
diversos estilos embaladas com belas paisagens que me falaram da vida mais do
que todos livros lidos. Foi o meu tempo no ócio criativo: leituras livres sem
pressão do tempo, da temática ou do prazo, enfim, obras descompromissadas, simplesmente
por estarem perto das mãos e dos olhos.
De
um relacionamento intimista com a obra e com o autor (a), devorei: Pequeno - almoço com Sócrates de Robert
Rowland Smith que falou-me da filosofia e de filósofos nas questões presentes desde
o simples ato de acordar até o dormir no fim de um dia intenso de atividades e
reflexões. Em Jardim de Inverno, Zelia
Gattai, ensinou-me a atuação e militância do Partido Socialista no Brasil de
1945-1952, bem como, mostrou-me a convivência dela e Jorge Amado com
escritores, poetas, cronistas, romancistas contemporâneos, entre eles, Pablo
Neruda. A Padeira de Aljubarrota de
Maria João Lopo de Carvalho levou-me à história de reis, rainhas, princesas,
cavalheiros, conventos, traições e amores entrelaçados com a vida da padeira
que ajudou Portugal a lutar contra os espanhóis na batalha de Aljubarrota no
ano de 1385. Quantos universos!
Permiti-me,
também, passar horas na internet,
vagando, achando livros e fazendo download
de textos, músicas, vídeos, filmes, palestras, debates, entrevistas e etc.
Momentos que dizia para mim mesma: ”Este livro posso adotar em sala de aula”;
“Este texto enviarei para fulano”… Vício ou força do hábito, não deixei de
pensar na sala-de-aula.
Quem
dera que mais professores tivessem a oportunidade de estudar com bolsa e viajar.
Ter um momento para se dedicar a carreira e a formação, no sentido amplo da
palavra. Ser forçado a “falar” outros idiomas, viver outras culturas e investir
na formação continuada. Mas, tudo isso requer tempo e dinheiro. Daí a
necessidade do apoio do governo, seja ele, federal, estadual e municipal.
Considerando
que até mesmo no trabalho, na composição de carga horária, o educador precisa
de tempo para maturar as ideias, preparar as aulas, ler, estudar, dialogar com
autores, com as pesquisas e com o mundo que o rodeia. O docente não pode ficar
limitado apenas ao ensino com risco de cair no ostracismo e ter um conhecimento
obsoleto que não acompanha o “aluno-internauta”. Sem deixar de mencionar que a
pesquisa e a extensão fortalecem o ensino-aprendizagem e vice-versa.
A
finalização desta jornada não poderia ser mais enigmática o quanto foi aportar nos
caminhos de Santiago de Compostela, Espanha. Diante de tantos peregrinos, deparo-me
que, também sou mais uma romeira e, que ainda há muitos caminhos a seguir, seja
na vida acadêmica, que não deixa de ser uma peregrinação sempre inatingível
diante de tantas exigências, ou na vida espiritual, enquanto ser que tenta
superar as fronteiras do cognoscível, enfim, de um jeito ou de outro, somos
todos peregrinos.
Figura 01-Peregrinos em Santiago de Compostela, Espanha. Fonte: Arquivo Pessoal.
Concordo
com Aristóteles: o que aprendi (o todo) é muito mais do que o simples somatório
das partes que vivi, ou então, o que sou é muito mais do que aprendi. As lições
que obtive, não ficarão retidas, apesar de uma foto nunca transmitir o cheiro
da flor ou o sabor de uma comida, tentarei, comunicá-las, de uma forma, ou de
outra, pois, o pouco que aprendi está tatuado, sendo eu a dona e escrava do meu
conhecimento, tal qual a música Tatuagem
de Chico Buarque e Ruy Guerra, da peça teatral Calabar: o elogio da traição e transformado em livro.
Por
fim, registro meus agradecimentos à CAPES, URCA, FLUL, Departamento de Educação
Física, profa. Dra. Isabel Drumond Braga, Prof. Dr. José Arimatea B. Bezerra, amigos
e familiares que compartilharam, apoio e carinho, em minha jornada
luso-brasileira.
Ariza
Rocha
http://www.urca.br/portal/
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Lançado pelas Edições UFC o livro “Alimentos Tradicionais do Nordeste : Ceará e Piauí”
Lançado pelas
Edições UFC o livro “Alimentos Tradicionais do Nordeste : Ceará e Piauí”. A
obra contém uma coletânea de textos
desenvolvidos por diversos autores sob a organização do Professor José Arimatea Barros Bezerra (Faculdade de
Educação-UFC). A Professora Ariza Maria Rocha (Educação Física-URCA) participa do referido
trabalho em parceria com Cicero Antonio Mariano dos Santos apresentando o artigo “ Na casa
da memória: A mandioca e a farinhada no Crato, Ceará..”.
Lista dos Artigos Publicados na Obra:
1. AZEITE DE BABAÇU: SABERES PRÁTICOS E USOS DIVERSOS
José
Arimatea Barros Bezerra
2. CULTURA DO MILHO: DO PLANTIO AO MUGUNZÁ SERVIDO NA ESCOLA
Tiago
Sampaio Bastos
Hermano
Campos Filho
José Arimatea Barros Bezerra
3. MUGUNZÁ E PAMONHA: TRADIÇÕES DO MILHO E DAS FESTAS JUNINAS
José
Arimatea Barros Bezerra
4. O CHOURIÇO DA FAZENDA PEDRAS PRETAS, EM CANINDÉ, CEARÁ
Rodrigo
Viriato Araújo
José
Arimatea Barros Bezerra
Leopoldo
Gondim Neto
Jorge
Washington da Silva Frota
5. O PEIXE ASSADO NA BRASA COM PIRÃO ESCALDADO: TRADIÇÃO ALIMENTAR DO MAR, NA
PRAIA DA CAPONGA, CASCAVEL, CEARÁ
Beatriz
Helena Peixoto Brandão
Alice
Nayara dos Santos
Bruno
Alves Gualberto
Ana
Karoline de Oliveira Costa
6. DAS TERRAS DE CARNAÚBAS AO SABOR DO SOL: A
CARNE-DE-SOL DE CAMPO MAIOR, PIAUÍ.
Alice Nayara dos Santos
7. “Bolo
cagão”: feito TAMBÉM com história de vida
Rafaela dos Santos
8. MACIÇO DE BATURITÉ: DOS SABERES DO
BOLO PÉ-DE-MOLEQUE AOS SABORES DO BAIÃO DE FAVA
Ana Karine da Silveira Pinheiro
Anna Erika Ferreira Lima
Márcia Maria Leal de Medeiros
Patrícia Sobreira Holanda Costa
Rafaela Maria Temóteo de Lima
9. NA CASA DA MEMÓRIA: A MANDIOCA E A
FARINHADA NO CRATO, CEARÁ
Ariza Maria
Rocha
Cicero Antonio
Mariano dos Santos
10. SABORES DE VIÇOSA DO CEARÁ: TRADIÇÕES ALIMENTARES DA SERRA DA IBIAPABA
Adriana
Camurça Pontes Siqueira
Claúdia
Sales de Alcântara
Marlene
Lopes Cidrack
11. A CAJUÍNA ARTESANAL DE FLORIANO, PIAUÍ
Samara
Mendes Araújo Silva
segunda-feira, 2 de junho de 2014
DIÁRIO
DE BORDO N. 26 (penúltima postagem)
Tema: I Jornada
sobre Doçaria Conventual: investigação, história e certificação
Data: 2 de Junho de 2014, 15h
Nos dias 30, 31 de maio e 01 de junho participei da I
Jornada sobre Doçaria Conventual realizado em Braga, conforme foto abaixo:
FIGURA
01 – Sessão de abertura do Evento. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
No passado, a
tradição doceira conventual fez parte do quotidiano culinário da região, daí os
objetivos do Evento em apresentar a “investigação desenvolvida sobre a
atividade laboral dos Mosteiros na área da doçaria, e contribuir para a
divulgação e certificação de um património gastronómico de raiz centenária,
reabilitando a memória e reforçando a identidade”.
A
programação compreendia comunicações, debate, prova de doces conventuais (viúvinhas,
Musselas, ovos reais, Talassas, etc.), mostra\venda de doces conventuais e
visita à capela do extinto Convento do Salvador e ao Museu dos Biscainhos. As comunicações foram realizadas no Mosteiro
de São Martinho de Tibães, ou simplesmente, Mosteiro de Tibães, e no Museu dos
Biscainhos.
Destaco
que o Mosteiro foi fundado nos finais do século XI e no século seguinte foi
sede da Congregação de São Bento, posteriormente, por volta do ano de 1567,
tornou-se a Casa-Mãe da Congregação Beneditina de Portugal e do Brasil. Com a
extinção das Ordens Religiosas em Portugal, o Mosteiro foi fechado e seus bens
vendidos até que, em 1986, o Estado Português o adquiriu, e após restauração assegura
a preservação e a salvaguarda patrimonial, foto abaixo:
FIGURA
02 – Mosteiro de Tibães. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
Já
o Museu dos Biscainhos (foto abaixo) foi construído no século XVII e residência
de muitos nobres. O local possui um lindo jardim, salões, cavaliça, enfim, o
retrato da nobreza da época.
FIGURA
03 – Museu dos Biscainhos. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
Entre
os palestrantes, cito a professora Dra. Isabel Drumond Braga - FLUL com a
conferência “ Os doces no receituário setecentista de Frei Manuel de Santa
Teresa”. Entre as áreas de interesse, a professora Dra. Isabel pesquisa a História
da Alimentação, Estudos de Gênero, Cultura material, História Portuguesa e
Educação. Saliento que a referida professora participará do Evento I CONGRESSO NORDESTINO DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO FÍSICA
– CONNPEF e IV
ENCONTRO CARIRIENSE DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO FÍSICA que acontecerá
no período de 2 a 5 de dezembro de 2014 e que teremos a honra de recebê-la na
Universidade Regional do Cariri.
FIGURA
03 – Profa. Dra. Isabel Drumond Braga. FONTE: Arquivo Pessoal, 2014.
Ariza
Rocha
http://www.urca.br/portal/
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